Semana da Pedagogia

Primeiro dia da semana da Pedagogia:

Para iniciar as atividades da semana da pedagogia, no dia 09 de maio, houve a abertura com o documentário “Nunca me Sonharam” (Cacau Rhoden, 2017), que mostra os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do ensino nas escolas públicas do Brasil. Estudantes, gestores, professores e especialistas fazem uma reflexão fundamental e urgente sobre o valor da educação. No decorrer do documentário, é explicitado quanto os jovens são diferentes, cada um tem sua forma de perceber o mundo, ninguém nasce igual! Cada um de nós vivencia uma realidade distinta: uns enfrentam grandes dificuldades, nascem de família pobre, enquanto outros possuem melhores qualidades de vida, mas todos nós fazemos parte de um mesmo sistema, onde existem muitas desigualdades sociais. No decorrer do vídeo é possível perceber, o quanto é difícil, para os alunos que estão inseridos em comunidades, favelas e em áreas rurais, se formarem e conseguirem um emprego digno, pois nem todos os indivíduos possuem as mesmas oportunidades na vida. É perceptível, no filme, a crítica constante ao ensino tradicional, baseado nos métodos arcaicos, que são ineficientes e, na maioria das vezes, desestimulantes. A busca por uma prática docente mais libertadora e centrada na troca de conhecimento segue como sendo uma das mais almejadas inovações para o ensino.

nunca-me-sonharam

Figura 1: Capa do documentário  “Nunca me sonharam”.

Após a apresentação do documentário, houve uma roda de debates, onde cada aluno ali presente, pôde expor sua opinião sobre o filme, tornando o momento enriquecedor para a construção do saber.

discussão sobre o documentário

Figura 2: Alunos presentes no primeiro dia de atividades da semana da Pedagogia, realizando um debate sobre o documentário. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Segundo dia da semana da Pedagogia:

Para a continuação da semana da pedagogia, na quinta-feira, dia 10 de maio, a Profª Talita Melone, iniciou com uma palestra, trazendo um pouco sobre a sua vivência como docente em uma escola de Pedagogia Waldorf, que busca a liberdade no ensino. Nessa proposta, a escola não trabalha com livro didático, todo material utilizado nas aulas são elaborados pelos próprios alunos, o conhecimento é transmitido de forma mútua, entre professor e aluno. A família e a arte são um dos pilares básicos para o bom funcionamento dessa metodologia diferenciada. A escolarização dos estudantes não ocorre de maneira tradicional, eles se formam para aprender a fazer, aprender a sentir e aprender a pensar.

Talita Melone

Figura 3: Profª Talita Melone, palestrando sobre a Pedagogia Waldorf. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Para dar continuidade à abordagem, a convidada Poliane Tardim, trouxe algumas concepções sobre o que são as pedagogias alternativas, que são contrapostas ao modelo de educação dominante, e estão em desacordo com o ensino padronizado, ou seja, são práticas educativas baseadas em uma visão global e sistêmica do ser humano e de sua relação com o mundo. Elas apresentam enfoques em valores como respeito, solidariedade, criatividade e cooperativismo.

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Figura 4: Poliane Tardim, falando sobre as pedagogias alternativas. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Para concluir o debate, o Prof Dalmo Latine Escamilha, relatou sobre sua vivência como professor de artes, dentro de uma escola de ensino privado, e expôs sobre sua metodologia de docência. O Prof tenta modificar as práticas tradicionais, propondo uma aula mais dinâmica e interativa. Para exemplificar, ele trouxe alguns trabalhos desenvolvidos pelos seus alunos, em homenagem aos 200 anos de Nova Friburgo, onde cada grupo deveria desenhar uma obra de arte de algum pintor famoso, e rememorar algo da cidade nos quadros. O resultado foi incrível!

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Figura 5: Prof Dalmo Latine Escamilha, mostrando os trabalhos realizados pelos seus alunos em homenagem aos 200 anos da cidade de Nova Friburgo. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Terceiro dia da semana da Pedagogia:

No terceiro dia da semana da Pedagogia, 11 de maio, a Profª. Ana Cláudia Herdy Torre – Professora, Psicopedagoga, especialista em Deficiência Intelectual, Mestranda em Diversidade e Inclusão pela UFF, realizou uma palestra abordando o assunto de inclusão e direitos humanos. A palestrante iniciou sua fala enfatizando que a escola foi feita para todos e que a legislação brasileira busca garantir que a inclusão escolar permita que as crianças que apresentam algum tipo de necessidade especial possam se socializar, desenvolver suas capacidades pessoais e aprimorar sua inteligência emocional. O acesso à escola não só promove o desenvolvimento pessoal, mas também é uma ferramenta social importante para os relacionamentos interpessoais. As escolas que promovem a escolarização de todos, de maneira efetiva, auxiliam  para que esses alunos sejam capazes de aprender a serem autônomos. A professora ressaltou que a inclusão escolar também promove uma ampla reflexão sobre a diversidade e respeito que são temas importantes para a construção de uma sociedade menos excludente e mais justa. Os benefícios em inserir as crianças com necessidades especiais em ambientes escolares regulares são enormes, desde que haja recursos para que elas tenham condições de desenvolver o aprendizado. Transformar a escola em um espaço inclusivo significa contribuir para que todas as crianças cresçam com valores de respeito ao outro e às diferenças.

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Figura 6: Palestra de sexta-feira, com a Profª. Ana Cláudia Herdy Torre. Créditos: Rosali Zavoli.

Quarto dia da semana da Pedagogia:

Para finalizar a semana da Pedagogia, no sábado, dia 10 de maio, houve o relato sobre a experiência docente de Lucas de Castro Bilé, que foi ex aluno da UERJ, do curso de Ciências Biológicas no Polo de Nova Friburgo, e um cine debate sobre o documentário “O CineRua como processo pedagógico não formal”, com o também ex-aluno do curso de Ciências Biológicas, Matheus Darrieux e com Mariane Stutz de Oliveira, aluna do curso de Pedagogia.

Lucas

Figura 7: Lucas de Castro Bilé, palestrando sobre sua vivência docente. Créditos: Érika Guimarães Ferreira.

 

Mariane e Darrieux

Figura 8: Cine debate sobre o documentário “O CineRua como processo pedagógico não formal” com Matheus Darrieux e Mariane Stutz de Oliveira. Créditos: Érika Guimarães Ferreira.

 

 

 

 

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