Semana do Geógrafo

Primeiro dia do evento:

Para dar início aos debates da semana do Geógrafo, no dia 17/05, o Engenheiro Ambiental, Jackson Sanches, introduziu a temática da Permacultura, que é um sistema de planificação e criação de habitats humanos em harmonia com a Natureza.

Segundo o palestrante, os principais objetivos desse sistema é cuidar da terra e das pessoas, e isso só é possível se existir a colaboração. Para que todos os seres existentes tenham oportunidades semelhantes de se manifestarem, é importante que cada um de nós contribua. A terra nos fornece infindáveis recursos, no entanto, para que esses recursos sejam equitativamente distribuídos no tempo e no espaço, é necessário que cada indivíduo saiba consumir de forma mais consciente. Os arranjos da Permacultura vão totalmente contra ao que o sistema capitalista impõe á sociedade, pois, atualmente, estamos mais preocupados em consumir do que preservar.

Jackson Sanches elencou formas de ajudar o meio ambiente: utilizar alguma energia limpa e sustentável, como a eólica ou solar; implementar em nossas moradias sistema de tubulação que auxilie na diminuição da utilização da água; fazer alguma bio- construção com o objetivo de armazenar água da chuva; produzir alimentos de base, que sejam bem adaptados ao ambiente local e, principalmente, não produzir desperdício. Existem infindáveis maneiras de conservar o meio ambiente, cabe a cada um se conscientizar e fazer a sua parte!

permanultura

Figura 3: Princípios da Permacultura.

Segundo dia do evento:

Para dar continuidade ao evento, no dia 18/05, o Prof. Maycon Saviole, abordou sobre a capacidade do suporte das trilhas, que está intrinsecamente ligada à capacidade de suporte do meio, que é o nível de utilização dos recursos naturais que um sistema ambiental ou um ecossistema pode suportar, garantindo-se a sustentabilidade e a conservação de tais recursos assim como a manutenção de padrões de qualidade ambiental.

O Prof. Maycon explicou que o ecoturismo é segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultura, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas.

Trilhar é uma forma de recreação mais econômica, mais sadia e que oferece maiores oportunidade de observação, pesquisa, tranqüilidade e devaneio (BELART, 1978).

Entretanto, toda atividade que é realizada no meio ambiente, acaba acarretando alguns impactos como:

  • Impactos sobre o solo como, erosão por pisoteamento, compactação, remoção da serrapilheira, etc;
  • Impactos sobre a fauna, atrapalhando o ciclo da vida dos animais;
  • Impactos sobre a vegetação, como zoocoria, introdução de novas espécies e retirada de naturais;
  • Além da poluição, vandalismo, incêndios causados por fogueira e entre outros.

Portanto, segundo o palestrante, quando formos realizar uma trilha é importante que tomemos alguns cuidados, como:

  • Realize a trilha com um número pequeno de pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
  • Certifique-se que você possui uma forma de acondicionar seu lixo, para trazê-lo de volta.
  • Escolha as atividades que você vai realizar conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.
  • Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas, não use atalhos. Os atalhos favorecem a erosão.
  • Evite fazer fogueira.
  • Respeite fauna e a flora. Observe de longe os animais, não os alimente e não retire flores e plantas silvestres.
  • Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece.

Terceiro dia do evento:

Para encerrar a semana do Geógrafo, no sábado, 19/05, a Dra. Alanda Lopes, palestrou sobre ativismo agroalimentar, falando um pouco sobre o movimento social CSA, que são comunidades que sustentam a agricultura mais tradicional, rudimentar e que pregam o cooperativismo.

Segundo a palestrante, hodiernamente, devido o avanço da tecnologia, vivemos em uma sociedade técnica, científica e informacional, implementada no sistema político, econômico, social e comercial do capitalismo. A agricultura familiar e tradicional foi substituída pelo tecnicismo, pela agricultura do agronegócio, que depende de insumos, fertilizantes químicos e maquinário de alta rentabilidade, tudo com a finalidade de produzir cada vez uma maior demanda para o mercado consumidor. Atualmente existem as multinacionais espalhadas por todo mundo, que concentram cada vez mais a produção e formam um oligopólio, que valoriza as grandes produções e exclui o pequeno produtor rural. Consumimos cada vez mais transgênicos.

A Dra. Alanda explicou que, pela luta de uma agricultura mais sustentável e alternativa, nasceu o movimento social CSA (comunidades que sustentam a agricultura), que surgiu no Japão com o objetivo de produzir o alimento orgânico de uma forma direta ao consumidor, criando uma relação próxima entre quem produz e quem consome os produtos. Um grupo fixo de consumidores se compromete por um ano (em geral) a cobrir o orçamento anual da produção agrícola. Em contrapartida, os consumidores recebem os alimentos produzidos pelo sítio ou fazenda sem outros custos adicionais. Desta forma, o produtor, sem a pressão do mercado e do preço, pode se dedicar, de forma livre, á sua produção, e os consumidores recebem produtos de qualidade, sabendo quem os produz e aonde são produzidos.

Apresentação1

Figura 7: CSA – Comunidades que sustentam a agricultura.

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s