II Jornada Acadêmica

Para iniciar a II Jornada Acadêmica o Polo EAD de Nova Friburgo, a primeira mesa de debates discutiu “Os conflitos Socioambientais e Educação”. A diretora do Polo, Profa Rosali Zavoli, deu as boas vindas aos convidados e, logo em seguida, a professora Vânia Heringer chamou os convidados da noite para compor a mesa.

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Foto 1: Profa Rosali Zavoli e Vânia Heringer, dando as boas vindas as alunos  e convidados que compuseram a primeira mesa de debates. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

O palestrante Leandro Barros de Oliveira iniciou o debate falando sobre “Gargalos da extensão rural (educação não formal) na busca pela sustentabilidade do campo. Discussões com foco na Agricultura familiar da região Serrana do Estado do Rio de Janeiro.” O convidado falou um pouco sobre a história da modernização do campo, que iniciou com o Regime Militar em 1964, dando início à Revolução Verde, que buscava a mecanização, irrigação, uso de fertilizantes, sementes industrializadas, maquinário de alta rentabilidade e agrotóxicos. Com isso houve a criação de associações de créditos rural (EMATER) e a criação da Embrapa e Embrater. Devido a essa modernização, ocorreu a perda da cultura campesina. No governo Collor houve o fechamento da Embrater e a EMATER começa a se reinventar, dando maior enfoque ao atendimento dos agricultores familiares. A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) surge com o objetivo de garantir o desenvolvimento sustentável, ocorre a partir dessa perspectiva o programa Rio Rural, que incentivou a adequação ambiental de propriedades e o desenvolvimento sustentável no campo, através de recursos não reembolsáveis.  

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Foto 2: Palestrante Leandro Barros de Oliveira. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Dando continuidade, o Doutor Eduardo Spitz, retratou sobre “O ensino de práticas agroecológicas em Ambiente de Agricultura Convencional”. O convidado falou sobre sua vivência como docente no CEFFA CEA Rei Alberto I, que é um colégio inserido na Zona Rural do município de Nova Friburgo, que trabalha com a pedagogia da alternância e oferece aos alunos cursos técnicos em administração e agronomia. O CEFFA busca oferecer um ensino em bases agroecológicas, desenvolvendo atividades educacionais amplas, que ajudam no desenvolvimento integral e sustentável do meio rural. Pensando nessa perspectiva, como na Região o uso de defensivos agrícolas é muito grande, o corpo docente da escola desenvolveu o projeto Mandala Agroecológico, que tem o objetivo de produzir alimentos sem o uso de insumos químicos, para melhorar a qualidade nutricional e a segurança alimentar das refeições do colégio.

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Foto 3: Palestrante Eduardo Spitz. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Para concluir a primeira noite de discussões da Jornada, o convidado Douglas Leite Figueira, abordou sobre “O uso das geotecnologias como ferramenta para o planejamento territorial”. O palestrante falou sobre o significado de Geotecnologia que consiste num conjunto de ferramentas que permitem observar e obter informações sobre a superfície terrestre. Elas podem ser utilizadas desde as variações nos recursos relacionados ao solo e à água até as características de desenvolvimento e construção de novas áreas urbanas. Tanto organizações comerciais como governamentais usam as imagens para visualizar, mapear, medir, monitorar e gerenciar o território brasileiro. As aplicações variam desde segurança nacional e levantamentos de dados relacionados às calamidades públicas até planejamento urbano e monitoramento agrícola. O convidado ainda relatou sobre seu trabalho como Geógrafo da cidade de Nova Friburgo, e como as geotecnologias vêm auxiliando o planejamento urbano da cidade.

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Foto 4: Palestrante Douglas Leite Figueira. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Após as palestras, foi feito um momento de perguntas, que foi extremamente enriquecedor.

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Foto 5: Alunos que participaram do primeiro dia de programação da Jornada. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

No final, a diretora do Polo Rosali Zavoli sorteou brindes para os convidados, encerrando o primeiro dia da Jornada Acadêmica. 

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Foto 6: Convidados que compuseram a mesa, Profa Rosali Zavoli e Profa Vânica Heringer. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

O segundo dia de Jornada abordou a “Memória e Educação Patrimonial”. As convidadas Maria Ana Qualino e Vanessa Cristina Melnixenco falaram sobre “A fundação Dom João VI de Nova Friburgo e suas experiências no campo da Educação Patrimonial”.  A fundação foi criada, em 2010, com o objetivo de promover e incentivar, por quaisquer formas, pesquisas e ações no âmbito da História de Nova Friburgo e regiões vizinhas de interesse, bem como no âmbito da tecnologia aplicada às atividades arquivísticas, museológica e educacionais, com o objetivo de produzir e difundir conteúdos de natureza teórica e aplicada. Com isso, foi realizado um projeto que consiste na realização de atividades voltadas para crianças, jovens e idosos, tendo por foco a praça Getúlio Vargas como meio para compreensão sócio-histórica das referências culturais da cidade de Nova Friburgo e dos diferentes modos de apropriação e usos desse patrimônio cultural.

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Foto 7: Convidadas Maria Ana Qualino e Vanessa Cristina Melnixenco. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Dando continuidade à mesa de debates, as palestrantes Geni Nader Vasconcelos e Maria Ana Qualino relataram sobre a realização da pesquisa “Memória e Educação Patrimonial no projeto sobre o comércio de Nova Friburgo em meados do século XX”. Explicaram que foi realizada uma exposição, no Cadima Shopping,de relatos dos próprios moradores falando sobre o “antigo” comércio da cidade, entre 1920 – 1970/80. A metodologia utilizada foi a história oral, produzindo depoimentos e análises a partir do conjunto documental gerado.

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Foto 10: Exposição dos relatos sobre o antigo comércio da cidade de Nova Friburgo. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

O professor Gabriel Frazão deu prosseguimento aos debates tratando sobre “História oral em sala de aula: Procedimento para análise interdisciplinar”. A história oral é uma ferramenta que ordena procedimentos de trabalho: tipos de entrevistas, formas de transcrição, cuidados éticos com os entrevistados. Essa maneira de se fazer história possibilita um trabalho com a memória coletiva, e a relação micro-história e grandes processos, que possibilita a análise de grupos que não foram estudados pela historiografia tradicional, como negros e índios. A análise das respostas dos entrevistados pode ser feita de maneira qualitativa e quantitativa.

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Foto 11: Palestrante Gabriel Frazão. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Após as palestras, houve um momento aberto as perguntas e questionamentos e, para encerrar, a Diretora do Polo EAD de Nova Friburgo, Profa Rosali Zavoli, fez um sorteio de brindes para os convidados presentes. 

Dando continuação à programação da Jornada Acadêmica, na sexta-feira, 12/04, a mesa de debates discutiu o papel da linguagem no aprendizado das ciências naturais e da terra. Para iniciar, a professora Kelly Cristine Oliveira da Cunha falou sobre As ciências e seus múltiplos letramentos” abordando o ponto de vista descritivo e explicativo, baseado em um método de análise e sistematização. A palestrante deu exemplos dos diversos tipos de ciências que existem, e falou sobre como o cérebro se relaciona com a linguagem, que é através da pragmática, semântica, sintaxe, léxico, morfologia e fonologia. Além disso, a convidada abordou os significados e diferenças de alfabetização, letramento e analfabetismo funcional.

 

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Foto 14: Palestrante Kelly Cristine. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

O segundo convidado que compôs a mesa foi o professor Maycon Saviole que abordou o tema “Linguagens, ciências e desafios”. O palestrante relatou sobre o documentário da BBC, referente à gorila Koko, que aprendeu a gesticular através da língua de sinais, trouxe um pouco da história dos estudos sobre linguagem que são tão antigos como a própria língua, mas que surgiu sistematicamente no século XIX. E, segundo o professor, o multiverso das linguagens, ao longo do desenvolvimento humano, foi o fator natural para o surgimento da atual classificação dos saberes nas diferentes áreas da ciência.

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Foto 15: Palestrante Maycon Saviole. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Para complementar a mesa, a professora Sabrina Guimarães Sanches apresentou a palestra “A linguagem química interfere no aprendizado? Fato ou Fake?”. Para iniciar sua fala, Sabrina trouxe dados referentes ao analfabetismo no Brasil, e concluiu que os alunos aprendem através de práticas de leitura e da escrita em todas as disciplinas, entretanto, letramento em química não é um problema apenas do professor de Português e Matemática. Segundo a convidada, cada área de conhecimento e de escrita tem suas peculiaridades, que os professores que nela atuam é quem conhecem e dominam.

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Foto 16: Palestrante Sabrina Guimarães Sanches.Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Após as palestras houve sorteio de brindes e foi aberto às perguntas e dúvidas.

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Foto 17: Alunos que estavam presentes na palestra. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

No sábado, 13/04, último dia da Jornada Acadêmica, houve duas mesas de debates, a primeira abordou “A reforma da Educação e a BNCC”. Para iniciar a discussão as professoras Jaqueline Dália e Kelly Cristine falaram sobre Política e Teorias Curriculares”.

Após isso, o convidado Carlos Henrique Patrício abordou assuntos referentes “A BNCC e a prática nas escolas”, apontando o significado de BNCC que é um documento que determina as competências, as habilidades e aprendizagens essenciais que todos os alunos deverão desenvolver durante o período de educação básica. Para a implementação desse documento é preciso reelabora o currículo, revisão do projeto político pedagógico, formação continuada do corpo docente, atualização dos materiais didáticos e comunicação entre os pais e a comunidade escolar.

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Foto 20: Convidado Carlos Henrique Patrício. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Dando continuidade às palestras, a convidada Hudineia Fitaroni falou sobre “Capacitação de professores para o ensino médio integrado”. Complementando a fala da Hudineira, o convidado Felipe Ferreira retratou sobre “O ensino integrado e o enfrentamento as reformas educacionais”. Felipe relatou que, nessa nova reforma, o ensino médio irá propor cursos técnicos, para levar uma formação ingressante ao mercado de trabalho, o desafio dessa integração é o currículo e a formação dos professores.

Para fechar com chave de ouro a semana da Jornada Acadêmica, a última mesa de debates abordou o assunto relacionado à “Segurança Pública, discurso e educação”. Para compor a mesa, a convidada Silvia Maria de Souza falou sobre o “Discurso e Poder: A construção do medo e a invenção de segurança”. A palestrante explicitou sobre discurso e modalização, e sobre o ato de repercutir uma banalização como se fosse algo natural, como o discurso de utilizar uma arma para sensação de paz e segurança.

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Foto 23: Palestrante Silvia Maria de Souza. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Para dar continuidade às palestras, à professora Érika Guimarães Souza falou sobre “Hierarquia e disciplina militar na academia”. Para iniciar, a palestrante relatou sobre o histórico do curso de Tecnologia em Segurança Pública e Social, que surgiu para atender a uma solicitação da Secretária do Estado e Segurança, sendo exclusivo para os profissionais da área de segurança pública. Segundo a professora Érika, muitos alunos entraram no curso com a expectativa de confirmar o que aprenderam na prática diária no exercício de suas funções, mas, se depararam com discussões complexas sobre a Segurança Pública do ponto de vista da sociedade.

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Foto 24: Palestrante Érika Guimarães Souza. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Para concluir as palestras, o antropólogo Lenin Pires abordou o tema “Relação de poder e militarização das escolas”. Segundo o convidado, a sociedade se modificou, entretanto, os moldes da Segurança Pública continuam arcaicos e com pensamentos antiquados. Existe a necessidade inerente de modificar as práticas de segurança pública.  

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Foto 25: Palestrante Lenin Pires. Créditos: Carolina Maciel Mattos.

Após as palestras, houve o momento para perguntas e discussões, encerrando assim, a II Jornada Acadêmica do Polo EAD de Nova Friburgo, que discutiu diversos assuntos hodiernos e de grande importância para a sociedade.

 

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