Visita docente – Inteligências Múltiplas

10 às 12 horas – Inteligências múltiplas e ensino de ciências

O Prof. Werk iniciou sua palestra debatendo o porquê da maioria dos estudos sobre ensino e educação não serem realizados por professores, se são estes que devem utilizar as teorias vindas desses estudos. Citou Vigotsky, Piaget, entre outros, mas o encontro girou mesmo em torno da Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner.

Para explorar melhor o assunto, o professor citou o Projeto Zero, um grupo de pesquisa em Educação da Universidade de Harvard, EUA:

http://www.pz.harvard.edu/

Vamos a algumas considerações sobre os pressupostos que norteiam o trabalho desse projeto:

_ Não existe uma inteligência única;

_ A inteligência tem significado cultural;

_ O indivíduo é um ser complexo;

_ A inteligência constitui-se de uma rede de interações.

Partindo desses pressupostos, o professor nos apresentou a variedade de inteligências, na visão de Gardner.

De acordo com o autor, existem 8 tipos de inteligências:

_ Inteligência Lingüística:

Remete à habilidade do indivíduo de se expressar com palavras e de interpretar enunciados complexos. Engloba as capacidades de conhecer, estipular, elaborar e transmitir idéias. É muito apreciada em poetas. O professor citou como exemplo Renato Russo, músico, compositor e escritor brasileiro já falecido.

_ Inteligência Lógico-Matemática:

Remete à habilidade do indivíduo de utilizar objetos e/ou símbolos para explorar relações e padrões do que o cerca, sejam pessoas ou o ambiente. Engloba a capacidade de reconhecer problemas e resolvê-los. É muito apreciada em cientistas e matemáticos.

_ Inteligência espacial:

Remete à capacidade do indivíduo de perceber o mundo visual de forma precisa. Engloba as habilidades de perceber imagens internas/externas, de manipular imagens espaciais mentalmente e de perceber e ser capaz de interferir na distribuição espacial do ambiente, ou seja, ser capaz de criar nesse ambiente. É muito apreciada em arquitetos, engenheiros e artistas plásticos. Como exemplos de expoentes nessa inteligência, o professor citou Romário e Bebeto (jogadores brasileiros de futebol) e Michael Jordan (jogador americano de basquete), os três demonstraram, em seu período de atividade, uma enorme capacidade de criação no ambiente que os cercava.

_ Inteligência Cinestésico-Corporal:

Remete à capacidade de controlar os movimentos do corpo, resolvendo problemas ou criando produtos com ele. Engloba a habilidade de usar a coordenação grossa ou fina em quaisquer situações. É muito apreciada em dançarinos, esportistas e artistas plásticos ou cênicos. Mais uma vez, o professor citou Michael Jordan como expoente dessa inteligência.

_ Inteligência Musical:

Remete à sensibilidade de reconhecer, discernir e de reproduzir melodias e ritmos. Engloba as habilidades de compor, produzir e apreciar música. É muito apreciada em músicos e compositores. Como expoente dessa inteligência, o professor citou Patativa do Assaré, um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

_ Inteligência Interpessoal:

Remete à capacidade de entender e responder adequadamente ao que os outros estão informando (suas intenções, desejos, humores e motivações). Engloba a habilidade de persuasão. É muito apreciada em religiosos, políticos e professores. Como expoente dessa inteligência, o professor citou Leonel Brizola, político brasileiro já falecido.

_ Inteligência Intrapessoal

Remete à capacidade do indivíduo de resolver seus próprios problemas, de organizar seu crescimento pessoal, de relacionar-se consigo mesmo. Engloba ter uma boa imagem de si (ter uma imagem realista de si, ou seja, conhecer-se) e saber o que está fazendo. Por se tratar de uma inteligência estritamente pessoal, só pode ser observada por meio de sua expressão em outros campos, como a expressão musical, lingüística ou corporal. É muito apreciada em escritores e psicoterapeutas.

_ Inteligência Naturalista:

Remete à capacidade de observar padrões da natureza. É muito apreciada em biólogos e geólogos.

Após refletirmos sobre as diversas inteligências, discutimos como elas devem e como não devem ser tratadas na escola. O professor nos trouxe algumas considerações sobre o assunto:

Não devemos confundir inteligência com conteúdo, competência. Isso porque a inteligência é uma característica inata dos seres humanos e cada um nasce com suas diferentes inteligências, já o conteúdo e a competência são características adquiridas ao longo da vida. A competência representa a capacidade do indivíduo de utilizar suas inteligências, de colocá-las em ação. Já a habilidade é fruto de treinamento.

Então, segundo o Prof. Werk:

– Não devemos persistir em testes,

– Não devemos usar a teoria para classificar alunos ou para classificar a não aprendizagem,

– Não devemos buscar atividades artificiais para trabalharmos as inteligências,

– Devemos considerar as diferenças entre os alunos,

– Existe mais de um caminho para ensinar a mesma idéia,

– Devemos explorar as diferentes inteligências.

Ao final, o Professor nos disse que a inteligência é mais do que uma cognição, é mais do que resolver problemas. Ela dirige o nosso comportamento, interpreta o mundo e cria novas possibilidades. As pessoas utilizam a inteligência para se adaptarem ao mundo. Disse também que o que mantém nosso cérebro rodando é a paixão, e não o conhecimento, e que a razão não é a mais forte das vozes que ressoam na inteligência.

Terminamos a palestra ouvindo Geraldo Vandré cantando Pra não dizer que não falei das flores, no Festival Internacional da Canção, em 1968. O professor quis demonstrar como uma simples ação pode expor tantas inteligências simultaneamente. No caso da canção em questão, vemos a inteligência musical, lingüística e interpessoal do compositor, que não só criou uma harmonia e uma melodia, mas usou isso para expor, de forma que todos entendessem, como era o período histórico no qual se encontrava.

Confira a música citada:

Bibliografia:

http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=18

http://www.prodema.ufc.br/revista/index.php/rede/article/view/9

http://wallacemelobarbosa.blogspot.com/2011/03/como-nao-confundir-inteligencia-com.html

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              Confira a outra palestra (Teste de Paternidade)
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