Visita docente – Teste de Paternidade

8 às 10 horas – Teste de Paternidade

Num período de duas horas, a professora Andrea Goes(Coordenadora de Projeto Final) nos explicou como são realizados esses testes, em que conhecimentos se baseiam e que ferramentas são utilizadas no processo.

Cada um de nós tem origem na fusão de dois gametas: um óvulo (feminino) e um espermatozóide (masculino). Cada um desses gametas possui as informações dos progenitores e, ao se fundirem, transmitem-nas a um novo indivíduo, que terá características próprias. Essas características estão estipuladas nos genes. Genes são segmentos de moléculas denominadas DNA (ácido desoxirribonucléico). Formadas por duas sequências de nucleotídeos entrelaçadas em uma dupla hélice, estas moléculas encontram-se enroladas e compactadas no núcleo, na forma de cromossomos. Ao todo, um ser humano possui 23 pares de cromossomos

As sequências de bases que formam cada molécula de DNA podem ser lidas como uma espécie de código, denominado Código Genético. É através da análise deste Código Genético que podemos afirmar se há parentesco entre dois indivíduos.

Sobre a estrutura do DNA, Griffiths diz o seguinte:

O modelo da dupla hélice proposto por [James] Watson e [Francis] Crick foi feito com base nos resultados de cientistas anteriores a eles. Eles se basearam em descobertas anteriores da composição química do DNA e proporções de suas bases. Além disso, imagens de difrações de raios X revelaram ao olho treinado que o DNA é uma hélice de dimensões precisas. Watson e Crick concluíram que o DNA é uma dupla hélice composta de duas cromátides de nucleotídeos ligados que se enrolam uma na outra.
A estrutura proposta do material hereditário imediatamente sugeriu como ele poderia servir como um mapa,e como esse mapa poderia ser transmitido ao longo das gerações. Primeiro, a informação para fazer um organismo está codificada na sequência de bases dos nucleotídeos que compõem os dois filamentos de DNA da hélice. Segundo, devido às regras de complementariedade descoberta por Watson e Crick, a sequência de um filamento determina a sequência de outro filamento. Desse modo, a informação genética na sequência de DNA pode ser transmitida de uma geração para a seguinte, cada um dos filamentos separados de DNA servindo como um molde para produzir novas cópias da molécula.
(Introdução à Genética / Anthony J. F. Griffiths, página 226, 9ª edição)

O teste em si.

Retira-se uma amostra do DNA dos indivíduos em questão: Mãe, filho(a) e supostos pais. Geralmente, o DNA é colhido por uma amostra de sangue desses indivíduos.

Como o código genético de todos os seres humanos é quase idêntico, a análise dos materiais genéticos coletados é focada no que chamamos de sítios polimórficos, trechos do DNA que variam de um indivíduo para o outro. É o conjunto destes trechos variáveis que faz com que cada um de nós seja único, identificando cada indivíduo, assim como sua origem materna e paterna (visto que também são transmitidos hereditariamente).

O método de análise é padronizado mundialmente, examinando-se sempre os mesmos trechos.

Fragmenta-se a molécula de DNA usando-se enzimas de restrição (assim chamadas por só cortarem o DNA em pontos específicos, onde ocorrem determinadas seqüências de bases nitrogenadas). Em seguida, analisam-se os fragmentos obtidos. O número e o tamanho destes fragmentos caracterizam o DNA de um indivíduo, visto que são formados devido às seqüências de bases nitrogenadas características de cada um.

O tamanho dos fragmentos de restrição é determinado pela técnica da eletroforese.

A mistura de fragmentos de DNA é aplicada em uma camada de gelatina (gel) e submetida a um campo elétrico. Nessas condições, os fragmentos se movem em velocidades proporcionais ao seu tamanho, os menores mais rapidamente que os maiores.
Quando o campo elétrico é desligado, fragmentos de mesmo tamanho estacionam juntos em determinada posição do gel, formando uma faixa. O padrão de faixas que surge é característico para cada pessoa, e corresponde à sua “impressão digital” genética. (Programa de pesquisas aplicadas sobre a melhoria do ensino público no Estado de São Paulo – FAPESP Parceria USP-São Carlos e EESOR)

A professora citou o importante auxílio da técnica PCR (Reação em Cadeia pela Polimerase – do inglês Polymerase Chain Reaction ) no processo de análise dos materiais genéticos. Resumidamente, essa técnica permite a amplificação seletiva de sequências de DNA em quantidades suficientes para manipulação e análises.

Bibliografia:

http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/siteprojeto/testepaternidade.htm Acessado em 26 de maio de 2011

http://www2.bioqmed.ufrj.br/ciencia/paternidade.htm Acessado em 26 de maio de 2011

Livro: Introdução à Genética / Anthony J. F. Griffiths, página 226, 9ª edição

Pesquise sobre os temas da palestra:

http://www4.usp.br/index.php/tecnologia/14856-sistema-desenvolvido-no-iqsc-pode-reduzir-custos-de-exame-de-paternidade – Notícia sobre Testes de paternidade (publicada em 16/07/2008)

www.genetica.esalq.usp.br/pub/seminar/FBMingossi-200801-Resumo.pdf – PDF com breve texto sobre diferentes técnicas de PCR

http://genoma.ib.usp.br/?p=247 – Notícia sobre Testes de DNA (Publicada em13/08/2010)

www.iq.usp.br/chsfarah/PCRbioinfo.pdf – PDF com alguns tópicos sobre a PCR.

http://www.e-escola.pt/topico.asp?hid=339 Mais sobre PCR

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             Confira a outra palestra (Inteligências Múltiplas)
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